Inovações Disruptivas. Não seja surpreendido por isto.

As tec­no­lo­gias disruptivas des­troem o que existe, atendendo às mesmas exi­gên­cias dos clien­tes com diferenças bastante significativas, utilizando algo completamente diferente e novo

​Considere uma grande organização como o Google, a Amazon ou o Facebook, empregando milhares de pessoas (Google mais de 48 mil, Amazon cerca de 56 mil e Facebook cerca de 7 mil pessoas), gerando milhões de dólares em negócios (Google US$ 55bilhões, Amazon US$ 74bilhões e Facebook US$ 7,87bilhões, em receitas), entregando produtos ou serviços que são utilizados por bilhões de pessoas.

 

Agora imagine uma outra organização, que sozinha empregue mais de 140 mil funcionários diretos (mais do que a soma das três outras), atinja receitas anuais acima de US$ 20bilhões, tenha 90% de seu mercado de atuação, ou seja, uma empresa líder e dominante do mercado, por quase 100 anos, e que num prazo de 10 anos tenha perdido 98% de suas receitas, dispensado mais de 120mil funcionários e decretado concordata? Foi exatamente isto que aconteceu com a gigante de filmes e máquinas fotográficas, a Kodak, vítima de uma Inovação Disruptiva - a Câmara Digital.

 

O termo "Tecnologia Disruptiva" ou "Inovação Disruptiva" descreve toda inovação, seja no campo da Tecnologia, Produção, Serviços, Física, Química, ou mesmo nos campos das ciências sociais, como Pedagogia, Economia, Sociologia etc.,  que causa uma profunda transformação sistêmica, afetando a vida das organizações, empresas e pessoas.

 

Existem três tipos de inovação: (1) Incremental (ou Evolutiva), (2) Radical e (3) Revolucionária ou Disruptiva.

 

A Inovação Evolutiva, tem um tempo de desenvolvimento definido pela capacidade produtiva ou criativa dos meios de produção, dos objetivos de negócio da empresa que domina o processo produtivo, e podem servir para proteger a participação de mercado, expandir o mercado ou preservar margens. Em geral, o tempo de resposta dos concorrentes é rápido. Um dos casos mais conhecidos de Inovação Evolutiva é a "Lei de Moore", de Gordon e. Moore, que em 1975 previu que a capacidade de processamento dos computadores dobraria a cada 18 meses, mantendo o seu custo.

 

A Inovação Radical altera modelos de negócios de modo mais expressivo, cria uma vantagem competitiva maior do que a Inovação Incremental. É mais difícil para a concorrência reagir à inovação revolucionária. Um bom exemplo de Inovação Radical foi a introdução do Cartão de Débito ou Crédito Bancário (Inicialmente de plástico, hoje de microchip, no futuro dizem que será implantado nas pessoas). 

 

A Inovação Revolucionária, ou Disruptiva, produz mudanças drásticas no mercado de um produto ou serviço, o que dá origem a um mercado totalmente novo. É muito mais difícil de acontecer, mas quando ocorre, pode gerar um crescimento explosivo, exponencial, robusto, em novas categorias de produtos e serviços. Um dos casos mais estudado e conhecidos, já citado neste artigo, é o da Kodak, empresa que atingiu US$ 20 bilhões em 1992, com mais de 120 mil empregados, inventora da câmera digital, foi engolida pelo mercado de  - Câmeras Digitais -  e em 2012 veio a decretar falência.

 

Embora seja o mais conhecido, a história da Kodak não foi a primeira. Bem antes dela, outro grande movimento mudou completamente a vida de todas as pessoas, que foi o aparecimento da computação pessoal (PC - Personal Computer), na época dominada pelos grandes computadores, que ocupavam salas enormes em companhias bilionárias, os chamados Mainframes.

 

Na época, meados da década de 60, a principal companhia no mercado era a conhecidíssima e gigantesca IBM (International Business Machine), que até foi homenageada em um dos maiores filmes da história do cinema - "2001, Uma Odisséia do Espaço" - com o personagem HAL, em referência ao já famoso IBM. A IBM reinava absoluta.

 

Em meados da década de 80, a IBM resolveu entrar no mercado de microinformática, sem muita ênfase, pois dominava o mercado de grandes computadores, extremamente caros e muito rentáveis. O projeto não decolou na IBM mas, um jovem estudante da universidade de Harvard, então com 19 anos, com uma jogada estratégica de mestre, virou o jogo, o que iria a se tornar futuramente, em um dos homens mais ricos do mundo, e sua empresa, a maior empresa de software do mundo. O jovem, Bill Gates. A empresa, a Microsoft. A IBM continuou grande, mas será que outras empresas terão a mesma sorte?

Referências:

¹ Survival Disruptive Technologies - Robert H. Smith - University of Maryland

² Blockbuster's Rise and Fall: The Long, Rewinding Road - Jeanine Poggi - TheStreet



 

 

 

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