Economia em Rede - Paradigmas de um novo mercado

Internet de todas as coisas. Redes Sociais. Mobilidade. Computação em Nuvem. Big Data. O que todos estes conceitos tem em comum? Eles fazem parte do que está ficou conhecido como "Economia em Rede". São temas recorrentes no mercado de tecnologia e de empresas visionárias.

Por Paulo Silveira

 

Internet de todas as coisas (Internet of Things - IoT), Computação em Nuvem (Cloud Computing), Big Data, Redes Sociais, Mobilidade, Inovação e Escalabilidade são temas recorrentes no mercado de tecnologia e em empresas visionárias que se tornaram gigantes em todo o mundo. Empresas que, em dois ou três anos, passaram de algumas dezenas de milhares de dólares a valer centenas de milhões de dólares, algumas delas, bilhões.

 

A grande maioria das empresas e pessoas que utilizam, ou são afetadas por estas novidades, nunca se darão conta da existência de relações entre estas tecnologias e às mudanças nas empresas, sociedade, e na vida do próprio indivíduo. Algumas empresas estão desaparecendo, outras surgindo. O mesmo ocorre com as profissões. A sociedade e o mundo continuam mudando, hoje em dia, em uma escala e rapidez inimaginável.

 

O que todos estes conceitos tem em comum? Eles fazem parte do que está sendo conhecido como "Economia da Informação em Rede", ou simplesmente "Economia em Rede", uma nova etapa da economia global, sucedendo as fases Comercial, Industrial e Financeira. Segundo Yochai Benkler¹, professor da Universidade de Harvard, este novo modelo econômico é caracterizado por sistemas colaborativos, descentralizados e integrados através de redes digitais. Neste novo modelo econômico, novas forças e regras estão sendo criadas, desenvolvidas e agregadas a conceitos milenares como produção, preço, custo, mercado entre outros.

 

Até então, as empresas ganhavam e procuravam maximizar seus resultados (vendas, lucros e valor da empresa) a partir da otimização dos processos dentro da cadeia produtiva, numa relação direta entre produção e valor, considerada a partir de unidades de medidas (peça, lote, metro, quilos, etc.). O valor de uma indústria manufatureira, por exemplo, era medido em linhas gerais como uma função da quantidade de unidades produzidas, custo de produção, preço de venda, carteira de clientes e tamanho potencial do mercado consumidor.

 

Valor relativo e futuro.

No caso da Economia em Rede, produzir um determinado produto continua sendo importante, mas maximizar a comercialização através das redes digitais, passa a ser o "pulo do gato". Muitas vezes o controle de todo o processo produtivo é feito por uma empresa que nada produz.

 

Facebook, Google, Yahoo, Amazon, Verizon, Comcast, Rakuten, entre outras empresas com valor de mercado na casa dos bilhões de dólares não produzem um prego ou alfinete, apenas informações e interconexões entre seus usuários e o mercado fornecedor. As empresas tradicionais não deixam de existir, mas dividem espaço com empresas mais jovens e com uma nova mentalidade.

 

É o mundo da economia em rede, com empresas com poder de crescimento escalável, exponencial, música nos ouvidos dos empreendedores e investidores. De acordo com Tobias Kretschmer, PhD de Advanced Competitive Strategy da Universidade de Munique, a competição nos mercados da Economia em Rede exige novas ações e estratégias².

 

Expectativas importam

Na Economia em Rede, a expectativa sobre alguma funcionalidade (ou capacidade) de um produto ou serviço, que ainda será desenvolvida, conta muito para seu público. Se ele sabe que esta novidade irá resolver alguma problema ou necessidade atual, este consumidor poderá usar seu produto durante um certo tempo, esperando até que a nova funcionalidade seja entregue. O risco é que outra empresa seja mais rápida, e entregue esta mesma funcionalidade antes de você.

 

Atingir Massa Crítica é fundamental

Neste mercado é fundamental que a empresa busque rapidamente atingir o ponto de Massa Crítica (Critical Mass³), onde o número de usuários que pagam pelo que você entrega é grande o suficiente para, além de pagar todos os custos da empresa (operacionais, P&D, salariais, financeiros, promocionais, etc.), também gerar um crescimento sustentável da base de usuários pagantes, realimentando a inclusão de novos usuários, maior do que aqueles que abandonam os serviços. O termo Critical Mass surgiu na física nuclear, como sendo a menor massa de material necessária para sustentar uma reação nuclear em um nível constante..

 

Várias estratégias passam a ser fundamentais para alcançar rapidamente este objetivo: (1) ter um produto com valor de mercado minimamente viável (Minimum Viable Product - MVP); (2) convencer os consumidores que esta tecnologia será padrão no futuro e todos nesta rede irão utilizá-la; (3) investir no crescimento da reputação da empresa dentro do mercado; (4) desenvolver comunicação e publicidade estratégica.

 

Referências:

¹Yochai Benkler - The Wealth of Networks - How social productions transforms markets and freedom"

²Tobias Kretschmer - Advanced Competitive Strategies Course

³Investopedia - Critical Mass - http://www.investopedia.com/terms/c/critical-mass.asp

 

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