Estratégia do Oceano Azul

 

Isaac Newton disse "O que sabemos é uma gota, o que ignoramos é um oceano". Gustavo Flaubert escreveu "... que o espírito vagueia mais livremente por aquela extensão sem limites, cuja contemplação nos eleva a alma, nos dá ideia do infinito ...".

 

É esta ideia de grandiosidade inexplorada, que W. Chan Kim e Renée Mauborgne, professores do INSEAD (Escola de Educação para Negócios, com sede em Fontainebleau-França), e co-diretores do INSEAD Blue Ocean Strategy Institute, sugerem como estratégia a ser aplicada em modelos de negócios, por empresas que buscam inovar ou se reinventar.

 

Eles procuram fazer um contraponto justamente com os mercados já profundamente explorados, saturados e algumas vezes estagnados, que dominam a cena macro-econômica no mundo, com as empresas líderes já estabelecidas e dominantes, que ditam as regras dos mercados. Nestes, a concorrência se dá, muitas vezes mais por aspectos estudados nas escolas de administração e marketing, ou aprendidos por meio da cultura corporativa e empresarial dominante como "guerra de preços", "domínio de mercado", "redução de margens", "monopólio", "competição", entre outros.

 

Para Kim e Mauborgne, o desafio agora é outro - descobrir estes novos mercados, ainda inexplorados, e criar as regras que irão reger este novo mercado.

 

Ao invés de performar mais do que seus concorrentes, empreender uma corrida maluca para se atingir o cume do Himalaia, em termos dos mercados existentes, das tecnologias dominantes e das regras já regimentadas, entrar numa guerra de preços, ou exceder em termos de produção com mais produtividade com um menor preço que a concorrência, a proposta BOS não é nadar contra a corrente. É descobrir um novo rio, no caso um novo mercado, fazendo com que a competição seja irrelevante.

 

Os termos Red e Blue Oceans (Oceanos Vermelhos e Azuis) são usados aqui para denotar o universo do mercado como um todo. Oceanos Vermelhos (Red Oceans) são onde ficam todas as indústrias já existentes, consolidadas, em evolução ou não. Nestes mercados, os limites das indústrias são conhecidos e aceitos como as regras dos negócios que as empresas se aplicam ou tentam se superar. As companhias procuram superar seus limites com a máxima eficiência ou eficácia, para atingir o maior resultado nas demandas existentes. À medida que o mercado se consolida, vai atingindo um ponto de saturação, com redução dos lucros e resultados. Produtos se tornam comodities, e a competição se torna feroz com a falência ou descontinuidade dos mais fracos, fazendo com que o Vermelho do Oceano aflore.

 

Oceanos Azuis, em contrapartida, denotam todas as indústrias que ainda não existem - o espaço do mercado desconhecido, onde não existe competição. A demanda é criada ao invés de conquistada ou defendida. Aqui existem muitas oportunidades para crescimento que são, tanto lucrativos (rentáveis) quanto rápidos. Neste ambiente competição é irrelevante, porque as regras do jogo estão esperando para serem criadas. Oceano Azul é uma analogia para descrever o vasto e profundo espaço, do mercado que ainda não foi explorado, como o de um oceano.

 

Ao invés de competir em mercados e indústrias existentes, a estratégia do Oceano Azul fornece às empresas a estrutura necessária, em termos de sistemas e ferramentas analíticas para criar seu próprio Oceano Azul.

 

O primeiro grande caso exemplar desta estratégia foi o Circo du Soleil. Tradicionamente, circos sempre foram conhecidos como negócios familiares, que ainda hoje convivem com muitas dificuldades e limitações financeiras, lutando para permanecerem vivos. O modelo de negócios era baseado em atores, palhaços, trapezistas, leões, elefantes entre outros componentes, comandados por um mestre de cerimônias. Mas em 1984, um grupo de artistas de rua fundou o Cirque du Soleil, transformando completamente e criando um novo modelo de espetáculos. Hoje, o Cirque du Soleil conta com diversos espetáculos espalhados por mais de 40 países, empregando mais de 4 mil pessoas e gerando receitas estimadas em US$810 milhões.

 

 

"Daqui a dez, ou vinte anos você estará mais decepcionado pelas coisas que não fez do que pelas que fez. Então jogue fora as amarras. Navegue para longe do porto seguro. Agarre o vento em suas velas. Explore. Sonhe. Descubra" - Mark Twain

 

Referências:

http://hbr.org/2004/10/blue-ocean-strategy/ar/1

http://www.blueoceanstrategy.com/concepts/bos-moves/cirque-du-soleil/

 

 

 

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